sábado, 15 de outubro de 2011
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Texto de abertura do programa #9
O que busca a militância LGBT (II)
Continuando o tema sobre as intenções do movimento homossexual no Brasil e no mundo, e sua luta contra a homofobia, vamos falar na visão social trazida por esse novo século, que é justamente o conceito de inclusão, e que vai bater de frente com o preconceito. Pra começar, vale ressaltar um trecho da “Declaração Universal dos Direitos Humanos” que diz que todo homem tem a capacidade para gozar os direitos e liberdades estabelecidas na declaração sem distinção de qualquer espécie, e que somos todos iguais, independente do que possa ser considerado desigualdade. Então na qualidade de cidadãos somos todos iguais e nada justifica negar a um grupo de pessoas o direito de fazer parte do todo.
Mas como fazer parte recluso em armários? Estar escondido é estar aparte. A luta homossexual passa pela inclusão e pela transformação de valores, Incluir é mais que aceitar, significa criar laços de convivência, estar presente na política, na elaboração de leis que promovam a nossa segurança (PL122/6), saúde, o atendimento a necessidades especiais, criando ferramentas que gerem a oportunidade através da educação e do trabalho, porém isso só é possível com políticas públicas voltadas para a absorção social. Políticas que se preocupem com a liberdade e a participação, que promovam o desenvolvimento e o bem estar e que respeitando a igualdade, reconheça a diversidade de cada um e permita sua manifestação.
A inclusão ainda é, como atitude social, muito nova, mas seu sentido é intrínseco ao homem, está presente na Declaração dos Direitos Humanos, por esse motivo exige que o movimento homossexual seja organizado e muitas vezes pareça arrogante, mas é a sua capacidade de reação que faz a ação, que promove a mudança. Nós brasileiros aprendemos muito com isso nas últimas décadas, e hoje os gays estão num mix de coragem e fragilidade, expostos a um cotidiano homofobico agressivo, somos mortos porque damos as mãos ou nos beijamos em público, porque nos amamos, ao mesmo tempo gritamos, fazemos manifestos, paradas e exigimos a mudança de comportamento. Somos minoria sim, mas existimos.
Continuando o tema sobre as intenções do movimento homossexual no Brasil e no mundo, e sua luta contra a homofobia, vamos falar na visão social trazida por esse novo século, que é justamente o conceito de inclusão, e que vai bater de frente com o preconceito. Pra começar, vale ressaltar um trecho da “Declaração Universal dos Direitos Humanos” que diz que todo homem tem a capacidade para gozar os direitos e liberdades estabelecidas na declaração sem distinção de qualquer espécie, e que somos todos iguais, independente do que possa ser considerado desigualdade. Então na qualidade de cidadãos somos todos iguais e nada justifica negar a um grupo de pessoas o direito de fazer parte do todo.
Mas como fazer parte recluso em armários? Estar escondido é estar aparte. A luta homossexual passa pela inclusão e pela transformação de valores, Incluir é mais que aceitar, significa criar laços de convivência, estar presente na política, na elaboração de leis que promovam a nossa segurança (PL122/6), saúde, o atendimento a necessidades especiais, criando ferramentas que gerem a oportunidade através da educação e do trabalho, porém isso só é possível com políticas públicas voltadas para a absorção social. Políticas que se preocupem com a liberdade e a participação, que promovam o desenvolvimento e o bem estar e que respeitando a igualdade, reconheça a diversidade de cada um e permita sua manifestação.
A inclusão ainda é, como atitude social, muito nova, mas seu sentido é intrínseco ao homem, está presente na Declaração dos Direitos Humanos, por esse motivo exige que o movimento homossexual seja organizado e muitas vezes pareça arrogante, mas é a sua capacidade de reação que faz a ação, que promove a mudança. Nós brasileiros aprendemos muito com isso nas últimas décadas, e hoje os gays estão num mix de coragem e fragilidade, expostos a um cotidiano homofobico agressivo, somos mortos porque damos as mãos ou nos beijamos em público, porque nos amamos, ao mesmo tempo gritamos, fazemos manifestos, paradas e exigimos a mudança de comportamento. Somos minoria sim, mas existimos.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
domingo, 2 de outubro de 2011
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Texto de abertura programa #8
O que busca a militância LGBT- 1
Em primeiro lugar respeito. Respeito a individualidade de cada um, a sua vontade e a sua natureza, respeito ao outro ser quem é, e assim como todos, poderem estar em qualquer lugar sem constrangimento, sem coação. A palavra respeito tem toda a força da luta dos homossexuais e de toda a minoria que busca a visibilidade para quebrar a segregação, ou qualquer forma de preconceito.
Freud disse que o pensamento coletivo atravessa as gerações, é hereditário, foi construído no passado e se enraíza culturalmente no povo, ou seja, gera o instintivo repúdio a tudo que foge ao “conceito” da maioria, ao que ficou estabelecido ao longo de anos no inconsciente coletivo e que foi normatizado implicitamente como sendo o comportamento aceito pela sociedade.
O preconceito embrutece e cria a ilusão de superioridade, ignora as próprias leis do estado. O preconceituoso é um criminoso em potencial. Os homossexuais hoje lutam principalmente pelo respeito social. Queremos ser ouvidos, pagamos nossos impostos e exigimos respeito. A massa social absorve o individual, cria estereótipos e normaliza o desrespeito, marginalizando o diferente. E quando falamos de diversidade sexual, sempre desabamos na problemática religiosa que, mais que qualquer outra instituição social, se autodenomina dona da verdade, e na superioridade da qual se investe, se autoriza ao desrespeito, ao preconceito e a exclusão. Sem capacidade auto-critica, se investe na toga de juízes e, acima da lei, reivindicam o direito ao desrespeito e a intolerância, reforçando no inconsciente coletivo a luta desigual contra as minorias.
O pensamento social vai sendo reconstruindo a partir da quebra dos estigmas, do reconhecimento dos direitos e da igualdade. Mesmo sendo minoria os estigmatizados fazem parte do todo social e tem os mesmo deveres e portanto os mesmos direitos, reconhecer isso é respeitar o cidadão no todo. O primeiro ponto a ser tocado nessa reflexão da luta da militância gay é a busca pelo respeito, uma palavra desgastada pela política que vai sendo resgatada na nova construção desse pensamento coletivo. Foi assim com o movimento feminista e com a 3ª idade, está sendo assim com os negros, e será assim com a população LGBT. Essa nova consciência erguerá novos altares e o respeito de um pelo outro, ignorando as diferenças nos igualará na construção de um novo tempo.
Em primeiro lugar respeito. Respeito a individualidade de cada um, a sua vontade e a sua natureza, respeito ao outro ser quem é, e assim como todos, poderem estar em qualquer lugar sem constrangimento, sem coação. A palavra respeito tem toda a força da luta dos homossexuais e de toda a minoria que busca a visibilidade para quebrar a segregação, ou qualquer forma de preconceito.
Freud disse que o pensamento coletivo atravessa as gerações, é hereditário, foi construído no passado e se enraíza culturalmente no povo, ou seja, gera o instintivo repúdio a tudo que foge ao “conceito” da maioria, ao que ficou estabelecido ao longo de anos no inconsciente coletivo e que foi normatizado implicitamente como sendo o comportamento aceito pela sociedade.
O preconceito embrutece e cria a ilusão de superioridade, ignora as próprias leis do estado. O preconceituoso é um criminoso em potencial. Os homossexuais hoje lutam principalmente pelo respeito social. Queremos ser ouvidos, pagamos nossos impostos e exigimos respeito. A massa social absorve o individual, cria estereótipos e normaliza o desrespeito, marginalizando o diferente. E quando falamos de diversidade sexual, sempre desabamos na problemática religiosa que, mais que qualquer outra instituição social, se autodenomina dona da verdade, e na superioridade da qual se investe, se autoriza ao desrespeito, ao preconceito e a exclusão. Sem capacidade auto-critica, se investe na toga de juízes e, acima da lei, reivindicam o direito ao desrespeito e a intolerância, reforçando no inconsciente coletivo a luta desigual contra as minorias.
O pensamento social vai sendo reconstruindo a partir da quebra dos estigmas, do reconhecimento dos direitos e da igualdade. Mesmo sendo minoria os estigmatizados fazem parte do todo social e tem os mesmo deveres e portanto os mesmos direitos, reconhecer isso é respeitar o cidadão no todo. O primeiro ponto a ser tocado nessa reflexão da luta da militância gay é a busca pelo respeito, uma palavra desgastada pela política que vai sendo resgatada na nova construção desse pensamento coletivo. Foi assim com o movimento feminista e com a 3ª idade, está sendo assim com os negros, e será assim com a população LGBT. Essa nova consciência erguerá novos altares e o respeito de um pelo outro, ignorando as diferenças nos igualará na construção de um novo tempo.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
terça-feira, 27 de setembro de 2011
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